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sábado, 30 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 7 - Jorge Furtado

Sétimo episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com a presença de Jorge Furtado.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=oeE5h_EUvZY&index=56&list=UUSv9d0kQegylHWpP83jWSQg



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 6 - Daniela Nogueira e Lira Neto

Sexto episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Daniela Nogueira e Lira Neto.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=iMEDoyVYYaY&list=UUSv9d0kQegylHWpP83jWSQg&index=78



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 5 - Mario Vitor Santos e Bernardo Ajzenberg

Quinto episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Mario Vitor Santos e Bernardo Ajzenberg. 

Link: https://www.youtube.com/watch?v=fA-Y_GEMWBA&list=UUSv9d0kQegylHWpP83jWSQg




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 4 - Mário Magalhães e Marcelo Beraba

Quarto episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Mário Magalhães e Marcelo Beraba.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=rtSEKP3ugdk


terça-feira, 26 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 3 - Marcelo Leite e Suzana Singer

Terceiro episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Marcelo Leite e Suzana Singer

Link: https://www.youtube.com/watch?v=yq40zAaXZGA&index=2&list=TLFqwL9vVjE9Yhz_velxQEoxunY_yQuw8E




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 2 - Júnia Nogueira de Sá e Carlos Eduardo Lins da Silva

Segundo episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Júnia Nogueira de Sá e Carlos Eduardo Lins da Silva.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=kUTB94acnjs



domingo, 24 de agosto de 2014

A Voz dos Ouvidores - Ep 1 - Caio Túlio Costa e Vera Guimarães Martins

Primeiro episódio da série especial "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil e apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira. Nesta edição contamos com as presenças de Caio Túlio Costa e Vera Guimarães Martins.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=NoCXuOK_UAs







A Voz de Quem Ouve

A partir desta semana, irei postar diariamente os episódios da série "A Voz dos Ouvidores", produzida pelo Observatório da Imprensa da TV Brasil. Apresentado por Alberto Dines, esta serie de programas tem o propósito de mostrar ao grande publico a importância da profissão de Ombudsman na imprensa brasileira.

sábado, 26 de julho de 2014

Impressões de um Espectador

Muito se fala em mudar o mundo e as pessoas que nele vivem e assim, respirar mais tranquilamente em uma biomassa pueril, mas temos pouco (ou nada) de concreto nessa afirmação romântica, mudar as impressões que temos no mundo acarreta dizer que deveríamos antes de tudo mudar nos mesmos, das mais simplórias atitudes a mudanças monumentais, afinal tudo esta como esta devido unicamente ação Antrópica. O que mais choca são os conflitos militares, as baixas de civis vitimizas  pela inoperância ou inexistência de um dialogo efetivo e inteligível. O Conflito na Faixa territorial de Gaza revela isso, se arrasta por anos a fio o reconhecimento daquele povo sem pátria geopolítica, graças a isso inúmeros Palestinos morreram nos últimos dias, segundo uma triste estatística a cada hora morre uma criança, uma vida sem culpa alguma. Reconhecer a Palestina como um estado independente e achar que após isso, tudo será um mar de rosas é uma forma leviana de pensamento, a terra santa esta sangrando bem antes de haver linhas territoriais, a questão vai além da intolerância religiosa ou étnica, o fanatismo desta primeira é preponderante para uma ação impensada, acarretando as guerras dessa ultima. Muito ainda pode ser feito naquela área, a ONU e os demais países do globo devem agir mais e opinar menos, os únicos "anões da diplomacia" são aquelas mentes fechadas que vêem no derramamento de sangue a resposta para todas as perguntas.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Especial do Observatorio da Imprensa - "Chumbo Quente" - Os 50 Anos do Golpe Civil Militar no Brasil - 01 Ebsódio

Assista na íntegra o programa especial do Observatório sobre os 50 anos do Golpe Militar. 
O programa revela o papel de um dos protagonistas da queda do ex-presidente João Goulart: 
a mídia.

Link no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=x3LJYYKaw2s

sábado, 7 de dezembro de 2013

Ao Mestre com Carinho

Lutar por igualdade, lutar por um reconhecimento de direitos fundamentais, lutar por um ideal coletivo mesmo que para isso, seja preciso estar privado da liberdade, lutar por um mundo mais humano e menos duro, lutar por homens, mulheres, crianças, lutar pelo seu povo, sua gente, seu país, servindo de exemplo para o mundo todo, tendo a sua historia aprendida nos livros, retratada nos rostos alegres ao ver reconstruir uma nação sem a mesma derramar uma gota de sangue, pelo contrario, deu o seu sangue em favor da liberdade, conseguiu feitos jamais alcançados por um líder que soube muito bem usar o papel que fora concedido, diferente de muitos, usou com sabedoria o poder, sem vangloria, realmente perdemos um mito do século XX, mais do que isso, perdemos um verdadeiro Homem.
Nelson Mandela - (18 de Julho de 1918/ 5 de Dezembro de 2013)

sábado, 23 de novembro de 2013

Breves Palavras

A busca do conhecimento esta a disposição para todos, toda a via, a sua compreensão e assimilação, infelizmente são para um seleto grupo de indivíduos. Todos nós temos parcela de culpa nisto.

Twitter: @Diego_Sociais

Palavras de um Eterno Aprendiz

      Devemos agradecer pelas dificuldades que a vida nos proporciona, pois são através delas que alcançamos o nosso reconhecimento. Ao longo da jornada diária deparamos com diversos obstáculos de todas as formas, aquela "programada" ação no trabalho que não deu certo, ou aquele plano de fazer um bolo e o gás acabar antes mesmo de haver fermentado a massa. Parece estúpido, mais são nessas situações a onde desenvolvemos de forma única nossas capacidades mentais. Criatividade por si só não acrescenta muita coisa ao indivíduo, se ele não exercitar essa massa cinzenta "fazendo acontecer", o mercado de trabalho no século XXI exige profissionais do mais alto gabarito quando o assunto são as tomadas de decisão versáteis, funcionários aptos a realizar inúmeras ações por fórum intimo, toda via, alicerçadas em posturas institucionais. Se a cada desafio fosse possível uma analise apurada dos fatos, seria mais palpável o seu entendimento, servindo de gabarito para ocorrências futuras. Agradecer em haver dificuldades na caminhada rumo ao reconhecimento, levando em consideração o mérito pessoal que deve caminhar em um nível mais apurado da psique humana, distanciando dos livretos de "auto ajuda" forjadas e financiadas pelos modismos, abrindo a mente para uma analise mais profunda na tomada de decisão, aplicada no cotidiano.


Twitter: @Diego_Sociais

domingo, 22 de setembro de 2013

Revista Pesquisa FAPESP - Edição de Setembro -

Mostrar ao mundo o conhecimento essa é a receita básica para o fortalecimento da opinião e da analise de cada ser humano,a Revista Pesquisa FAPESP de Setembro de 2013 já esta nas Bancas,grande vitrine de conhecimentos nas três áreas do saber,Humanas,Exatas e Biológicas,assuntos que vão "prender" os que gostam de uma leitura livre de modismos e focada na difusão do saber.

 Blog "Sociologia em Verdade" - Difundindo a boa leitura e o bom conteúdo
 http://revistapesquisa.fapesp.br/revista/ver-edicao-editorias/?e=211

sábado, 6 de julho de 2013

Interpretação Errônea


     Lidar com indicadores que mensuram o grau da violência e criminalidade no Brasil é caminhar em um plano analítico bem diversificado, uma vez que são muitas as formas pelas quais esses dados são colhidos e a não existência de uma padronização na coleta prejudica em muito a sua leitura. O dualismo pobreza/crime é hermeticamente posto como algo dado, ser pobre é na maioria das vezes o fator explicativo para a existência da violência, uma vez que a falta de instrução analítica de mundo, corrobora para a ignorância diante das dificuldades subsequentes em viver socialmente. A simplória observação de boletins de ocorrência, dos índices de homicídios, dos óbitos por crimes passionais, dentre outros, não traz a possibilidade de uma afirmação fechada, mas sim um parágrafo introdutório para o tema que por sua vez deve ser desenvolvido e debatido por todas as camadas da sociedade e não apenas ficar cerceado aos muros e debates acadêmico.

sábado, 29 de junho de 2013

Arroz, Feijão e Passeatas

          Não é de hoje que a indignação percorre as artérias de muita gente no hemisfério Sul, o coração bate mais forte ao receber o sangue livre das nocividades que a acomodação e o senso comum tanto repetem. São mais de 500 anos de historia nacional, da ex colônia Lusitana a capitalização de nossos preconceitos, todos é claro obscurecidos pelo fantasma do que hoje chamamos "politicamente correto", para obter o sucesso de um país precisamos acima de tudo alcançar um padrão de povo e de costumes, expurgar como se retira um excremento fétido do organismo social que apresenta-se em estado terminal. A historia nos relata os horrores do Nazismo, a raça ariana, o homem mais bem apurado em sua pessoa, esquecerem apenas de informar que os homens são uma construção do seu meio vivente, que vencendo cada etapa na labuta de viver socialmente torna-se mais forte (vertente Estruturalista), mais perspicaz e porque não arriscar na adjetivação, "torna-se mais Animalesco", estranho afirmar isso, como uma socialização dos homens podem provocar essa engenharia reversa que em nada diz ou legitima esta mesma socialização ?, pontos opositores em um mesmo plano, a menor distancia entre dois pontos é uma Reta, certo ?, errado !, pois entre dois pontos ainda é possível por um ponto menor, o interstício nunca fica vazio, ele sempre é completado por uma massa amorfa, ou seja, aquilo que não tem sentido aparantemente mais que ao longo do tempo pode tornar-se algo palatável, sem duvida é preciso estar atendo as sub leituras que um olhar médio pode trazer, Zumbi dos Palmares revoltou contra a opressão, assim como a Revolta de Canudos, todos indiscutivelmente "acordaram" do sono profundo, ou apenas da soneca casuística após o almoço, é complicado esperar o momento certo para agir em defesa de um bem comum, não existem ambientes ótimos a não ser os locais onde o índice hídrico é valido para o desenvolvimento do Arroz, um dos cereais mais consumidos no Mundo, a dobradinha brasileira com o feijão coroa apenas nossa tradição cultural de mais de 500 anos de historia e muitas anedotas de mal gosto, saborear o prato frio e sem sal, quem gosta de comida sem sabor, certamente vive em um mundo sem sabor, um mundo onde as vontades são peneiradas, filtradas, e recebem para matar os germes bactericidas ondas de raios gama, beta, alfa, e todas as outras ondas e sub ondas que a ciência de mercado produz. Somos negros, somos gays, somos lésbicas, somos brasileiros, somos Mártires da Inconfidência presente nos livros de historia ou apenas nos números de documentos oficiais, a diversidade esta em toda a parte, cabe a cada um de nos saber entender, hetero-normatividade versus a homo-normatividade, católico apostólico romano versus pentecostalismo, em fim, os sabores são mais do que a mesmice do Arroz com Feijão dramatúrgico/midiático, é cedo sim para todos nós meros mortais viajantes na nave Enterprise Brazil ,poder mensurar os últimos acontecimentos, uma classe media indo as ruas pedir mais transparência e respeito para com a sua representatividade, #NãoMeRepresenta tanto nas ruas quanto nas redes sociais, o gigante nunca adormeceu se é que ele existe, quem começa a se agitar é justamente a parcela que antes agitava os pensamentos para poder descobrir como será o capitulo de amanha do secular folhetim, o mesmo que desembolsa um capital para estar na moda, como se esta ultima fosse algo palpável uma vez que a real vestimenta não esta nas roupas muito menos nos símbolos costurados ou cunhados em suas etiquetas, mais esta marcado com toda a veemência no caráter intrasnponivel de cada mentalidade. Bom Apetite !

sexta-feira, 21 de junho de 2013

1º Analise dos Olhares Midiaticos

     Observar os diferentes órgãos de imprensa (falada,escrita,televisionada e paralela/redes sociais) é algo no mínimo desafiador, mudar em poucos segundos os focos de analise que permeiam os breves parágrafos, editoriais fazendo contra posição a segmentos, o politicamente correto exercitando o verbete "prolixo" no sentido pleno do termo, o falar bem não quer dizer, mostrar de maneira justa os fatos, mais sim, criar um fator de convencimento. Quando deslocamos esse olhar critico para os pequenos centros, a mídia faz mais referencia a sua geografia circundante, recebendo como pano de fundo, as informações dos centros maiores, gênese de suas matrizes jornalísticas. O Papel das pequenas formadoras de opinião é justamente esse, ou pelo menos seria o que todos esperam.

domingo, 16 de junho de 2013

40 anos de uma Contemporaneidade



      A década de 70 foi um período de grande movimentação e mobilização, mais precisamente das classes que ate então estavam a margem da sociedade, ou melhor dizendo, que estavam distantes de uma representação satisfatória.Os Metalúrgicos do grande ABC simbolizam todo esse período, dispostos geograficamente em uma região celeiro de grandes indústrias do ramo da metalurgia, automobilística, dentre outros.No ramo da construção civil, São Paulo recebia uma enorme massa de trabalhadores provenientes de outras regiões do país; a grande maioria da Região Nordeste que na promessa de um futuro melhor caminham rumo a metrópole paulistana, formam bairros e trazem costumes/tradições.A descriminação e a intolerância acabam sendo inevitáveis, somando-se a isso, as dificuldades ao longo da década de 70 em manter a estabilidade no emprego já disputado pelos “de dentro”. A produção musical é o canal encontrado para mostrar toda essa indignação, o Rap retrata com veemência a esquizofrenia do meio urbano que ao mesmo tempo absorve a mão de obra do migrante, porem repele com a mesma intensidade a sua inserção social.

domingo, 26 de maio de 2013

A Noticia é Local,mais a consequencia é Nacional


A inovação e o futuro do jornalismo local

 

        Com o passar dos anos, porém, os jornais do interior se viram diante de uma enorme crise. Testemunhamos impassíveis, impotentes ou até mesmo indiferentes à morte de muitos jornais. Em algum momento da nossa história recente, por vários motivos, as pequenas comunidades brasileiras deixaram de se importar com a preservação de grande parte dos nossos jornais. As pequenas cidades brasileiras ainda lutam pelas suas escolas, pelos seus hospitais e até mesmo pelas suas igrejas ou clubes de futebol. Mas não parecem se importar com a preservação e a sobrevivência daqueles veículos de informação que já foram tão importantes.
O que teria acontecido com essa relação histórica tão importante e produtiva entre os jornais e o público das cidades brasileiras? Sabemos que a crise na imprensa mundial está provocando uma revisão nos valores e objetivos do jornalismo, além de todas as outras mudanças em curso na área da tecnologia, sistemas de produção, formação de profissionais e modelos de negócio. Trata-se de uma revisão considerada ainda tímida porque a preocupação com os lucros permanece hegemônica, mas de qualquer maneira promissora porque cria novas alternativas para a atividade jornalística.
Tirania e ditadura
Sempre é possível culpar as novas tecnologias, a crise econômica, o novo cenário social e político, os erros da gestão familiar ou tantas outras razões para a morte dos jornais locais. Todas essas explicações são relevantes e justificadas. Merecem ser pensadas, analisadas e talvez, comprovadas.
Mas, entre todas as justificativas para os problemas enfrentados pela imprensa do interior, de forma alguma deveríamos culpar o público pelo triste destino de tantos jornais locais. Sua participação ou indiferença em relação aos jornais do interior não deve ser jamais justificada, ignorada ou menosprezada pelos responsáveis pelo futuro da imprensa.
Esse erro pode ser fatal não só para o futuro do jornalismo local, mas para o futuro do próprio jornalismo e até mesmo da democracia. Pela definição do pensador e jornalista Alberto Dines, devemos considerar o jornalismo como “a técnica de investigar, arrumar, referenciar e distinguir circunstâncias”. Ainda de acordo com Dines, devemos entender como circunstância a “situação, estado, condição de tempo e lugar, particularidade, atributo, causa ou motivo”. Sendo assim, devemos manter a atividade jornalística para compreender nossa identidade e realidade.
Dines destaca que as situações cotidianas e insignificantes, locais, nacionais ou internacionais, podem ser tão minuciosamente devassadas a ponto de se tornarem lapidares sobre a época e as próprias forças da história. Dessa forma, o jornalismo deve ser sempre considerado investigativo mesmo nas reportagens mais simples, e deve se consolidar como prestador de serviços à sociedade. O jornal local deve se confundir com a identidade do seu público.
Mas a crise no jornalismo não atinge somente o Brasil. Nos Estados Unidos, embora a tecnologia digital tenha propiciado um panorama de notícias e informações mais vibrantes do que nunca em várias comunidades, há mais veículos, sim, mas menos jornalismo local. Quando há vazios, isto é, menos jornalismo local de qualidade, haverá menos fiscalização do governo e... mais corrupção.
Em outras palavras: o descaso da sociedade com o noticiário local pode se tornar o descaso com a política das nossas cidades do interior. E o descaso abre caminho para ainda mais desgoverno e corrupção, o que é muito perigoso. Não há democracia sem a participação efetiva da sociedade e acesso livre à informação confiável. E essa é a matéria-prima da imprensa séria e de qualidade.
O jornalismo local, regional, nacional ou internacional ainda é a fonte primordial para que o público obtenha informações e tome decisões. Sem informações confiáveis e comprováveis, não há possibilidade de garantirmos a participação do cidadão no jogo democrático e na fiscalização da gestão pública.
A história comprova que indiferença e o descaso com a vida pública são as grandes justificativas para a instalação e preservação da tirania e da ditadura.
Jornalismo e cidadania
Abandonar o jornalismo local é abandonar a nossa história. Assim como um dia abandonamos o pequeno jornal à sua própria sorte, no futuro talvez estejamos abandonando a existência das cidades de pequeno e médio porte, como Nova Friburgo (RJ).
O modelo avassalador e usurpador das grandes empresas, das ideologias únicas ou das grandes cidades torna o jornalismo local e a existência dessas cidades algo ultrapassado, irrelevante e desnecessário. Dessa forma, a defesa do pequeno jornal local deve se confundir com a defesa da existência do cidadão e das pequenas cidades brasileiras. É importante reconhecer e louvar que “realmente não é para qualquer veículo de comunicação um jornal do interior chegar a 68 anos de circulação ininterrupta”.
Trata-se de “uma conquista e tanto, que merece destaque”. A Voz da Serra deve se orgulhar muito de seu passado. Afinal, este jornal “ajudou a escrever a história de Nova Friburgo, relatando os principais acontecimentos que são notícia no município, o que dá ao veículo credibilidade e o torna, sem dúvida, um formador de opinião”.
Mas esse passado não é mais suficiente para garantir o seu futuro. É preciso retomar as características inovadoras e participativas dos primórdios do jornalismo local no Brasil. O registro do cotidiano ainda é tarefa primordial própria da atividade jornalística. Mas, para o jornalista Carlos Castilho, é preciso incentivar o jornalismo participativo ao “estimular o crescimento dessa interação à medida que mais pessoas tenham acesso a ferramentas como blogs e redes sociais”.
Inovação não é ameaça para o futuro. Não somos e não devemos ser jamais reféns do passado. Mesmo que seja um passado de que tanto nos orgulhamos. Afinal, toda a mudança ou inovação implica ingressar num território desconhecido que transmite insegurança. E pouquíssimas pessoas gostam de conviver com a insegurança, a dúvida e a possibilidade maior de erro.
No caso do jornalismo participativo local ou nacional, existe uma razão adicional: a perda dos privilégios associados à exclusividade no manejo da informação. Mas esta é uma sensação passageira, que já afetou os jornalistas quando ocorreu a popularização do rádio e da TV. As redações, ou o que sobrar delas, vão acabar se acostumando a ter que dialogar com o público e os usuários da internet, em vez de ditar regras informativas e impor agendas noticiosas.
Futuro inovador
Há muitos anos, A Voz da Serra comprova que há muito espaço para o jornalismo local, independente e idealista, com credibilidade e a serviço da cidadania. Devemos continuar acreditando no jornalismo relevante enquanto difusor de notícias e prestador de serviços à comunidade. Diante de grandes eventos, desastres naturais como as grandes enchentes ou nos relatos da vida cotidiana, o jornal tem que se identificar com a comunidade para garantir a sua relevância e sobrevivência.
Tanto faz o suporte, impresso ou digital, o futuro da Voz da Serra está intimamente relacionado com a preservação do espírito questionador e inovador do próprio jornalismo. Um jornalismo que se confunde com os anseios da comunidade.
A Voz da Serra precisa recuperar e manter sua história de inovação e participação comunitária. Mais do que nunca, o passado não pode ser a justificativa única para garantir o futuro de um jornal. Há muitos anos, A Voz da Serra comprovou que há espaço para o jornalismo local, independente, idealista, a serviço da cidadania. A credibilidade e a inovação do passado, no entanto, não garantem a inclusão do jornal local no futuro das comunidades.
Impresso ou em plataformas digitais, é preciso preservar o interesse e a participação do público, principalmente os mais jovens, na produção e manutenção dos jornais locais. O futuro do jornalismo do interior não está garantido somente pelas suas realizações. É preciso preservar a vontade e a capacidade de participar da História ao se reinventar todos os dias com e para o público.
O futuro de um jornal com a história e a importância de A Voz da Serra deve se confundir com um novo jornalismo que se identifique cada vez mais com os sonhos e anseios dos cidadãos de Nova Friburgo.

Antonio Brasil é jornalista, professor da Universidade Federal de Santa Catarina 

*Matéria coletada no site - Observatório da Imprensa,do dia 21/05/2013 -

sábado, 2 de março de 2013

"A Nova Era"

Nas ultimas semanas vários assuntos sobre Novo Papa circulam pela imprensa,diversos são os nomes de Cardeais que podem culpar o Cargo Máximo da Igreja Católica,em contra partida o mundo ainda tenta achar uma explicação mais plausível sobre a renuncia do agora Papa Emérito de Roma Bento XVI.Uma igreja dividida em duas partes,os conservadores e os liberais,nesse jogo de empurra-empurra ficam os féis sem muito saber os ditames futuros.O Mundo mudou,e isso a Igreja Católica precisa dar o braço a torcer,as necessidades do espirito podem ser as mesmas porem a vida cotidiana já não pode mais assemelhar com a Idade Media.Hoje possuímos novos temas,novas fontes de debates,caberá ao novo Papa um dialogo mais fraterno com as diferenças/divergências afim de levar a tão fechada Igreja Católica a Nova Era.